Hoje, o Terra é líder regional em Internet: está em 17 países da América Latina, além dos EUA e Espanha. Conteúdo e serviços são distribuídos na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.
As mudanças no portal ao longo desses dez anos acompanharam a velocidade com que a internet se transformou. Quando o Terra surgiu, era uma época de apostas. As chamadas “ponto com” se tornaram alvo preferido do mercado financeiro, e suas ações disparavam nas bolsas internacionais. Muitas dessas empresas, no entanto, não sobreviveram ao estouro da bolha da Internet, em 2001. As que ficaram superaram o desafio por terem investido em infraestrutura e apostado em acesso a Internet, serviços e novas formas de conteúdo: foi o caso do Terra.
Em 2001, apenas um ano após a banda larga ser aprovada no Brasil, o portal já tinha construído no Brasil uma ampla estrutura para a transmissão de vídeo. O estúdio de TV para internet – o primeiro do tipo na América Latina – estreou ainda em 2000, com um chat show de Gilberto Gil.
Os chat shows tornaram-se regulares na programação do Terra TV, cujo carro-chefe era o Jornal da Lilian. A jornalista Lillian Witte Fibe, recém-saída da Globo, passou a ser a âncora da inovadora iniciativa de um noticiário em vídeo pela internet. A equipe desse telejornal viveu seu dia mais tenso em 11 de setembro de 2001, quando o foco das atenções era o atentado ao World Trade Center, em Nova York. Os vídeos e as informações enviadas pelas agências foram complementados pela participação de correspondentes acionados em Nova York, que passavam o que estavam vendo por telefone.
As ferramentas de transmissão em tempo real usadas na ocasião foram cada vez mais aproveitadas nas coberturas do Terra. O minuto a minuto para notícias passou a ganhar vídeo ao vivo e interatividade. Grandes coberturas, como carnavais, eleições e eventos esportivos ganharam canais especiais e prioridade no dia a dia do portal. Os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, foram o ponto alto. Pela primeira vez, uma Olimpíada foi transmitida com exclusividade na Internet em 13 canais de vídeo simultâneos, todos ao vivo, o que permitiu acompanhar inclusive modalidades menos populares. No mundo inteiro, esse recurso foi disponibilizado apenas pelo Terra.
O fato de o Terra ser uma empresa regional o ajudou a firmar o contrato de transmissão com o COI (Comitê Olímpico Internacional). Outras parcerias de fornecimento de conteúdo também foram beneficiadas pelo mesmo motivo. Assim, o internauta ganhou acesso a diversos filmes e séries televisivas, após acordos com grandes estúdios, como Disney, Turner e Fox. Contratos similares com gravadoras permitiram o surgimento de um produto que também marcou a história desses 10 anos: o canal de música Sonora, em 2006. Nascido da parceria com as gravadoras EMI, Trama, SonyBMG e Warner Music, ele já nasceu com um acervo de 600 mil títulos para download ou streaming.
Em 2009, quando o número de canções já havia ultrapassado 1 milhão, o Sonora passou por uma reformulação e tornou-se gratuito para streaming, alcançando 3 milhões de ouvintes. A mudança foi parte do Projeto Átomo, uma revolução no portal que ocorreu em todos os países da América Latina
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